Do seu lançamento até aproximadamente 2004, a Internet era vista como um repositório de informações, onde os usuários a tinham como fontes de pesquisas e leituras. No entanto, a partir do referido ano, surge o termo Web 2.0. Mas afinal, o que seria a Web 2.0? O lançamento de um novo browser?
O conceito de Web 2.0 começou com uma conferência de brainstorming entre a O’Reilly Media e a MediaLive International, onde discutiam sobre a evolução da Web após o “estouro da bolha” das empresas ponto-com. Percebiam que, ao contrário de haver explodido, a Web estava cada vez mais importante, apresentando instigantes aplicações e, sites surgiam com surpreendente regularidade oferecendo maior espaço aos usuários.
Inicialmente, muitos consideravam a expressão como uma jogada de marketing, já que a interatividade sempre foi presente no universo digital, porém, apesar de muitas discussões, o termo começa a ser aceito e ganhar cada vez mais adeptos na comunidade tecnológica.
A Web 2.0 surge como a era da interatividade e colaboração, onde usuários deixam de ser meros consumidores de informação e passam a ser co-desenvolvedores, participando ativamente na construção do conteúdo.
Segundo alguns estudiosos, a Web 2.0 aponta para uma mídia popular, independente de grandes corporações, recriada pelos seus próprios usuários.
Ambientes que oferecem maior interatividade aos usuários são cada vez mais presentes nesse novo paradigma da Web. O usuário passa a ter maior poder sobre o conteúdo informacional.
Conforme abordado por Tim O`Reilly, Presidente e CEO da O’Reilly Media, são sete princípios básicos que caracterizam uma organização no contexto de Web 2.0, no entanto, a excelência em uma área pode contar mais que alguns pequenos passos em todas elas:
• A Web como plataforma: cada vez mais são oferecidos serviços na Web, não mais softwares empacotados, com “escalabilidade” de custo eficiente;
• Inteligência coletiva: efeitos na rede resultantes da contribuição dos usuários é a chave para a supremacia de mercado na Web 2.0. Fontes de dados ficam mais ricas quanto mais às pessoas utilizarem;
• Dados são o próximo Intel Inside: os dados são o próximo Intel Inside dos aplicativos da Web 2.0. O único componente essencial em sistemas que, na grande maioria possui infra-estrutura de código aberto, de tal modo que têm se referido a aplicativos Web 2.0 como “infoware” ao invés de simplesmente software;
• Fim do ciclo de lançamento de softwares: a mudança do software como produto para software como serviço requer uma manutenção constante para otimizá-lo, caso contrário o mesmo deixará de funcionar. Portanto, já que os serviços serão utilizados pelos usuários, os mesmos devem ser tratados como co-desenvolvedores, participando ativamente no desenvolvimento e manutenção constante dos aplicativos. Surge então a expressão “o beta perpétuo”, onde a cada dia novas alterações são feitas nos softwares dando fim ao ciclo de lançamento;
• Modelos leves de programação: assim que os serviços Web se popularizaram, é constante a integração de vários serviços de diferentes prestadores, logo, torna-se necessário apoiar modelos leves de programação que permitam a criação de sistemas levemente acoplados, reutilizáveis. Projetar para “hackealilidade” e “remixabilidade” aproveitando a integração de serviços;
• Software em mais de um dispositivo: não limitar o acesso a Web a plataforma PC (Personal Computer). Projetar de forma unificada, que ofereça acesso através de outro dispositivo, já que um dos pontos-chave da Web 2.0 é a plataforma, serviços on-line;
• Experiência rica do usuário: interfaces de usuários, modelos de desenvolvimento e modelos de negócios leves oferecendo interatividade e ricos aplicativos aos usuários. (Rich Internet Applications).
Neste contexto, pode-se afirmar que a web 2.0, é um paradigma de desenvolvimento de aplicativos que usam a internet como plataforma, e é apoiado por tecnologias como AJAX, RSS, etc. Enfim, assim como o termo gera discussões contrárias e a favor, fiquem a vontade para comentar...
Abç!
Bruno Tavares.
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